sexta-feira, 13 de abril de 2012

A “fluminensidade” novamente em pauta


Provando que a ideia de uma identidade fluminense não é provincianismo, o escritor Gilson Rangel Rolim, explora com proficiência a temática na postagem de hoje.





RJ – Identidade em questão




Devo dizer, inicialmente, que sou fluminense por escolha. Vindo do sul do Espírito Santo na primeira infância, aí pelo início dos anos 1930, por todo o resto de meus quase oitenta anos tenho vivido na Velha Província; em Niterói, por quase todo esse tempo. Portanto, com muito orgulho, me considero fluminense e, mais particularmente, niteroiense.

Não tem esta palestra a intenção de acirrar as divergências históricas que, de forma latente, às vezes dominam os fluminenses da capital (cariocas) e os das demais regiões do estado. O escopo deste trabalho é tecer algumas considerações sobre as origens deste nosso Rio de Janeiro, a partir da chegada do portugueses ao Cabo de S. Tomé (município de Campos dos Goytacazes) em 21 de dezembro de 1501, dez dias antes de chegarem à Baía de Guanabara.

Reconheço que o fato de ter sido o centro do poder no Brasil por quase duzentos anos (de 1763, com a transferência da capital de Bahia para a cidade do Rio de Janeiro, a 1960, quando Brasília passou a capital do País) deu à hoje capital de nosso estado, uma hegemonia cultural inquestionável, na região e no país.Tal hegemonia, entretanto, não se estendia  ao resto da província, salvo durante o período em que a cultura cafeeira predominava no interior do Rio de Janeiro, isso em boa parte do século XIX, durante o período imperial. As velhas fazendas localizadas em municípios do Vale do Paraíba são a memória viva desses tempos.

O gentílico fluminense, vindo do original latino flumen, que significa rio, era o adotado por toda a população do Rio de Janeiro, da cidade e do restante da província. A partir de 1834, com a criação do Município Neutro (a Corte), o termo carioca, de origem indígena, significando, segundo alguns estudiosos, casa de branco, passou a designar seus habitantes. Já o gentílico fluminense ficou para referência aos demais habitantes da província. Contudo, por força da tradição, a designação fluminense continuou prevalecendo, mesmo para a Corte, cuja elite era chamada de sociedade fluminense, não só pelo grande Machado de Assis como pelos demais escritores da época. O próprio Machado deu a alguns de seus trabalhos o título de “Contos fluminenses”. O clube Fluminense, que entre seus apaixonados torcedores tinha o grande escritor Nelson Rodrigues, e tem o nosso estimado confrade Wanderlino, ganhou esse nome devido à tradição e a beleza de nosso gentílico. O termo carioca passou a predominar na cidade do Rio de Janeiro com o advento da República, devido a seu crescimento econômico e político, coincidindo com a decadência da cafeicultura do interior, situação que pôs em segundo plano a Província Fluminense, já então transformada em estado, usualmente chamado de Estado do Rio.

Até aqui eu não justifiquei a razão do título desta palestra: RJ – Identidade em questão. Por isso mesmo vou prosseguir nas considerações e, estou certo, justificarei o título.

É fora de dúvida que a cidade do Rio de Janeiro e o território do estado a que pertence tiveram origem histórica na mesma época. Dez dias antes que a expedição portuguesa comandada por Gaspar de Lemos, tendo em sua companhia o navegador Américo Vespucio, descobrisse a baía de Guanabara (a leste, Niterói; e a oeste, o Rio de Janeiro) em 1º de janeiro de 1502, já o território fluminense (podemos assim chamá-lo) fora descoberto por essa expedição, que já chegara ao Cabo de S. Tomé (município de Campos, hoje dos Goytacazes), em 21 de dezembro de 1501. Prosseguindo, a expedição chegou a Angra dos Reis, a 6 de janeiro de 1502.  Se acrescentarmos que em 1503 uma outra expedição, esta comandada por Gonçalo Coelho, descobriu Cabo Frio, no local onde hoje está o município de Arraial do Cabo, veremos que o território do Rio de Janeiro é uno desde os primórdios.

Por todo o tempo que se seguiu à fundação da cidade do Rio de Janeiro, em 1565, a colonização feita nas antigas capitanias de S.Tomé (de Pero Góis da Silveira) e S. Vicente (de Martim Afonso de Souza), que constituíam o território da província, foi feita sem que houvesse separação entre a cidade e as demais vilas e povoados. Em 1808, quando da chegada da Corte Portuguesa, D. João VI à frente, o Rio de Janeiro tinha duas cidades (Rio e Cabo Frio) e seis vilas (Angra dos Reis, Parati, Magé, Macacu, Campos dos Goytacazes   também chamada S. Salvador e S. Gonçalo). Niterói só viria a ser considerada vila em 1819, com o nome de Vila Real da Praia Grande. Como território uno o Rio de Janeiro permaneceu até 1834 quando, pelo ato adicional de 12 de agosto de 1834, foi criado o Município Neutro, no espaço onde hoje se localiza a cidade do Rio de Janeiro. A partir de então, a província fluminense viu-se seccionada, tendo como capital a cidade de Niterói; o município neutro passou a sediar a Corte, o governo do País.

Tem início aí a questão da personalidade da província/estado do Rio de Janeiro. Emancipada, já não mais integrando o território fluminense, a cidade do Rio de Janeiro com sua importância de capital do Império estabeleceu, mais que geograficamente, uma separação cultural com o restante da província. È certo que, como ressaltei anteriormente, a província fluminense por força de sua economia cafeeira mantinha uma posição de destaque na política brasileira, tendo como vultos de destaque figuras como Evaristo da Veiga, Gonçalves Ledo, Paulino José Soares de Sousa (Visconde do Uruguai), Joaquim José Rodrigues (Visconde de Itaboraí), Benjamin Constant e Silva Jardim, entre tantos outros. Todavia, como já mencionado, enquanto a cidade do Rio de Janeiro caminhava para o desenvolvimento econômico e cultural, sobretudo a partir da queda do império, o Rio de Janeiro, estado, entrava em fase de estagnação econômica. Era natural, pois, que o gentílico carioca assumisse lugar de destaque, deixando em segundo plano o tradicional fluminense.

Para a província e, mais tarde, Estado do Rio de Janeiro, o fato de ser uma extensão da capital do País (pejorativamente, seu quintal), não lhe causava maiores constrangimentos. Afinal, em seu histórico território, localizava-se o centro político e cultural do Brasil. Todavia, com a transferência da capital para Brasília, em 1960, e a criação do Estado da Guanabara, aquela condição de quase colônia do Estado do Rio de Janeiro passou a ser inaceitável. Do ponto de vista político, a mudança da capital foi altamente vantajosa para o estado recém-criado (custo dos serviços essenciais por conta da União, aplicação de imposto estadual (IVC) em um único município, etc.). Ao Estado do Rio, como assim era chamado, apesar de sua condição de extensão da capital do País, nenhuma compensação. A circunstância de ter municípios próximos ao Rio (Niterói, S.Gonçalo, Duque de Caixas e Nova Iguaçu, principalmente) com populações crescentes, tornava o Estado da Guanabara favorecido com a participação tributária dessas populações através da predominância da economia carioca. É importante observar que, não obstante esta circunstância, o Estado da Guanabara era dependente do Estado do Rio quanto a água, energia e hortifrutigranjeiros. Os quinze anos de existência do novo estado coincidiram com o surgimento do que se pode chamar Rio Metropolitano (a cidade do Rio e suas vizinhas), com problemas comuns que ultrapassavam os limites político-administrativos estabelecidos. Outra circunstância a considerar foi o surgimento no início dos anos 1970, na região de Macaé e Campos, dos campos petrolíferos que viriam a mudar todo panorama econômico do território fluminense como um todo,  proporcionando ao Estado do Rio a retomada de seu crescimento econômico. Sem entrar no mérito da decisão política adotada ou a legitimidade do governo federal de então, devemos reconhecer a perspicácia do General Geisel que, percebendo a inconveniência de manter duas unidades federativas num território que jamais deveria ser separado, decidiu reunificar o Estado do Rio de Janeiro, em 1975, no que foi conhecido como Fusão.

Lideranças políticas e sociais, e mesmo populares, tanto da cidade do Rio de Janeiro quanto do Estado do Rio posicionaram-se contrariamente à Fusão, que eu chamo de reintegração territorial fluminense, alegando que as populações não haviam sido consultadas.  Era uma fraca alegação. Conforme tive oportunidade de me manifestar em artigo publicado no Jornal do Brasil em maio de 2005, por ocasião de uma campanha pela desfusão, não houve consulta quando do desmembramento, em 1834; não houve em 1889, quando da transformação do Município Neutro em Distrito Federal; também não houve quando da criação do Estado da Guanabara. Logo, para restaurar a integridade territorial fluminense não fazia sentido realizar uma consulta à população. Aliás, essa tentativa de desfusão partiu de certos setores da elite bairrista carioca, que se recusam a admitir-se fluminenses, e foi acompanhada por setores do velho Estado do Rio, com justificativas provincianas.

Assim foi que por quase cento e quarenta e um anos, a identidade do Rio de Janeiro, quer como província, quer como estado, esteve dividida entre o gentílico fluminense, das tradições da Velha Província, e o carioca, da metrópole, capital do País. Desta forma, por força de sua condição de centro cultural do Brasil, o bairrismo carioca aflorou a ponto de, através de seus meios de comunicação (jornais, principalmente), colocar em condição subalterna o velho Estado do Rio.

Em todos os estados, os habitantes de suas capitais tem orgulho de dizer-se do ESTADO, mineiros, paulistas, gaúchos, pernambucanos e os demais. Apenas aqui, os da capital esquivam-se de dizer-se fluminenses, preferindo realçar sua condição de cariocas. O pior é que, por influência da mídia, e por ignorância às vezes, muitos dos habitantes da região metropolitana parecem envergonhados de se dizerem niteroienses, gonçalenses, caxienses ou iguaçuanos; chegam a orgulhar-se de se dizerem cariocas. Apenas mais recentemente, quando já temos trinta e quatro anos de reunificação territorial, é que o gentílico fluminense começa a ganhar força; não obstante, certas atividades de âmbito estadual ainda são chamadas erradamente de cariocas.

Desejo enfatizar que o objetivo de meu questionamento é levantar a bandeira da verdadeira identidade dos habitantes do Estado do Rio de Janeiro. Somos todos fluminenses, do Rio, de Campos, de Niterói, de Resende, de Petrópolis, de Itaperuna e dos demais municípios. Observei que a tentativa de relegar o gentílico fluminense a segundo plano surgiu logo após a Fusão. Observem o que aconteceu com as entidades esportivas, a começar pelo futebol: em vez de Federação Fluminense de Futebol, a exemplo da paulista, da mineira, da gaúcha e as dos demais estados, Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ); o mesmo ocorreu com os outros esportes. E na política? Não foram poucas as vezes em que escrevi para jornais contestando a designação “deputado carioca” e “senador carioca” para referência aos representantes de nosso estado no Congresso Nacional.

Não me move qualquer sentimento de aversão aos coestaduanos cariocas. O que eu combato é o uso do gentílico carioca no lugar do belo e tradicional gentílico fluminense, que por direito aplica-se às pessoas e coisas do Estado do Rio de Janeiro. Se outrora a expressão “cariocas e fluminenses” fazia sentido, hoje não mais. Usá-la hoje seria admitir a existência de duas comunidades sob uma federação.

Finalizo com uma declaração de amor a esta cidade de Niterói, de tão belas tradições e tantas belezas naturais, em que vivo por tantas décadas. Não obstante essa benquerença a nossa “cidade sorriso”, reconheço que, enquanto capital da Velha Província, o era apenas de direito, pois a capital de fato era a metrópole carioca, que fazia e ainda faz a cabeça dos fluminenses em geral. Como já acontece há tanto tempo, continuemos a usufruir dessa integração e dos encantos da “cidade maravilhosa”, de sua gente que, em milhares de casos, tem laços familiares nas cidades que lhe são vizinhas.




Divulgação Cultural
(Clique na imagem para ampliar) 



10 comentários:

  1. Excelente o texto do Gilson. Claro, esclarecedor e amistoso, sem o ranço de crítica ou ironia que costuma estar presente nessa questão entre Rio e Niterói (ou Est. do Rio). Aliás, não pode haver comparação entre Rio e Niterói. O Rio é a capital cultural do país, Rio se confunde com Brasil, muitos estrangeiros usam um pelo outro. Gilson usa muito bem a palavra "bairrismo". O que existe é isso mesmo, decorrente de gozações típicas de botequim nascidas de brincadeiras de intelectuais e gente famosa do Rio que pegava Niterói para tema. Houve uma época em que a gozação do carioca dizia que em Niterói "não tinha Lua", pois a lua era vista imensa da Zona Sul do Rio. Esqueciam que Niterói está a Leste da Cidade Maravilhosa. Pura brincadeira boba... Estanislau Ponte Preta dizia que em Niterói urubu voava de costas por causa do cheiro. Gozação pura, pois não havia lugar mais fedorento no Brasil do que a Praça Quinze, coração do Rio: durante décadas reinou por lá o nauseabundíssimo cheiro de fezes, urina e peixe podre. Mas não tinhamos um Estanislau em Niterói, nem a força cultural da velha Corte. Somos todos fluminenses, todos nós, niteroienses, cariocas e demais naturais deste Estado. E como diz o Gilson, é um gentílico muito bonito.
    Carlos Rosa Moreira.

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  2. Gilson Rangel Rolim13 de abril de 2012 12:57

    Caro Roberto.

    Agradeço a divulgação de meu texto "Identidade em questão". Espero que contribua para consolidar a identidade fluminense.

    Apenas um reparo cronológico. Quando escrito, eu realmente podia falar em "meus quase oitenta anos"; desde então três já se foram, logo...

    Um abraço cordial do

    Gilson

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  3. Antonio Soares (ASO)13 de abril de 2012 12:58

    Caro Kahlmeyer

    O sempre atento, inspirado e onipresente escritor/poeta GILSON ROLIM vem, desta feita, erguer a bandeira do fluminensismo, o que faz ardorosa mas insuspeitdamente, devido à sua origem capichaba, e só por devoção ao que é justo e inteligente. Aplausos ao bravo confrade da ANL.
    Antonio Soares (ASO)

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  4. Olá professor Roberto.
    sinto-me contemplado no que se chama "fluminensidade". Sou de Saquarema e moro em Macaé e de fato, a nossa capital do Estado, não é a síntese das demais regiões. A Fluminensidade evoca uma outra identidade mais ampla, rica, diversa e presente.
    Parabéns ao escritor e poeta Gilson Rolim.
    Um abraço fluminense... embora no futebol, rubro negro.
    Mauro Nunes

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    1. Pois é, uma ironia... no RJ até mesmo os flamenguistas são fluminenses, Mauro.

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  5. Parabéns, Gilson. Belo trabalho, tanto pelo seu texto propriamente quanto pelas abordagens históricas com que você tratou o tema, sempre oportunas e esclarecedoras.
    Sandro Rebel

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  6. Prezado Gilson, foi com grata surpresa que li o texto que retrata o mesmo sentimento que tenho desde menina:fazer justiça a todos os fluminenses,sejam eles de qualquer município do nosso belo Estado.Nasci "carioca" mas fui criada em Cantagalo desde meus 7 anos. Mudanças familiares me levaram para Macaé e depois,casada, para Niterói onde vivi muitos anos, trabalhei e criei meus filhos Hoje, moro em Teresópolis.Posso dizer que sou a mais fluminense das cariocas. Boa parte dos meus familiares, irmãos e irmãs moram na "cidade sorriso".Grandes amigos também.Costumo fazer trocadilho das frases espirituosas com que os humoristas gostam de presentear Niterói. Sabe, amigo, " a vista mais bonita do Rio de Janeiro é Niterói".Meu coração agradece a linda aula de história que teu artigo transmite e vai comemorar seus oitenta anos com muita alegria depois de abraçar o teu com muito carinho e admiração.

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  7. Estimado Gilson,
    Parabéns pelo texto, elucidativo e bem escrito. Grato pela referência ao meu nome, tricolor de coração. Concordo com você, que propugna a abrangência do termo fluminense.
    Grande abraço,
    Wanderlino

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  8. Absolutamente falacioso o argumento de que a fusão entre o Estado do Rio e da Guanabara não teria sido ditatorial pelo fato, conforme escrito no artigo, de que em 1832 e 1889 também não teria havido consulta à população. No século XIX, a democracia não havia sido consolidada no Brasil. Vivíamos ainda a época do Império, com escravos e mulheres sem direitos políticos e outros com privilégios vitalícios. Já em 1975, época da Fusão, o Brasil já havia vivido experiências democráticas (sobretudo entre 1954 e 1964) que a ditadura do "perspicaz General Geisel" tinha assolapado. Infelizmente o ufanismo e o conservadorismo político continuam andando juntos...
    Rafael

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    1. Gilson Rangel Rolim20 de maio de 2012 10:13

      Prezado Roberto.

      Embora com atraso, comento a postagem do Rafael (cujo sobrenome não foi revelado) relativa a meu texto sobre “fluminensidade” .Em primeiro lugar, quanto à alegação de que nas oportunidades em que houve o desmembramento do Rio de Janeiro, com a criação do Município Neutro, em 1834, e posteriormente sua manutenção como Distrito Federal, em 1889, não havia democracia no Brasil, sendo impensável um plebiscito, digo o seguinte: Tal impossibilidade poderia existir em 1834, pois vivíamos o governo imperial, autocrático. Em 1889, entretanto, com o advento da República, a própria natureza do regime implantado admitiria um plebiscito. Houve por parte do Rafael uma omissão quanto à criação do Estado da Guanabara, em 1960, quando vivíamos o regime democrático sob a Constituição de 1946. Nessa oportunidade, um plebiscito poderia ter sido realizado, mas não foi. Aliás, devo reconhecer que a citada Lei magna de 1946 previa a transformação do Distrito Federal de então, (cidade do Rio de Janeiro), em Estado da Guanabara, conforme um de seus dispositivos transitórios; dispositivo aprovado com a incompreensível passividade da bancada fluminense de então. Quanto ao comentário de que o ato da reunificação territorial fluminense, denominada oficialmente de Fusão, foi um ato ditatorial, isso não anula a sua correção e oportunidade. A aprovação ao ato pode ser comprovada pelas frustradas tentativas de “desfusão”, movimentos incentivados ou por cariocas da elite, através de sua mídia, ou de fluminenses provincianos de Niterói, principalmente.

      Abraços,
      Gilson Rolim

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