sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Rosa & Rebel: Começando 2012 bem-humorado.



Em meio às azáfamas do fim de ano, estive por várias vezes com Sandro Rebel em eventos literários. Em tempo, é preciso dizer que o “escritor Rebel” não é um personagem criado por mim para dinamizar o Literatura-Vivência (quem sabe uma figura fictícia, como o “delegado Palhares”, frequente nos contos de Nelson Rodrigues, ou o Agamenon Mendes Pedreira, da coluna de O Globo). Sandro Pereira Rebel existe, e exerce sobre mim e o blog um efeito de voz da consciência... Da última vez que estivemos juntos ele me falou:
“ – Roberto, o blog vai muito bem, está muito bom... mas não descuide do humor, Roberto. – Não deixe que a literatura humorada fique de fora, não deixe.”
Após este aconselhamento – que soou para mim como sentenças solenes de um bonzo tibetano – fiquei pensando como fazer constar a literatura e o humor no blog. Pensei em usar algo do Stanislaw Ponte Preta, quem sabe algo da genial Roda do Café Paris, lembrei que tantas vezes já me servi de José Cândido de Carvalho... Ao me lembrar do campista Zé Cândido (per analogiam ao campista Rebel), fui assaltado pela lembrança de minha última ida a Campos dos Goytacazes - RJ, lembrei-me da cordialidade do povo goitacá (somente equiparável à hospitalidade sóbria do mineiro). Em meu “brainstorming”, então, houve uma triangulação súbita (dessas que apenas o fenomenólogo Edmund Husserl saberia explicar) e eu acabei por recordar de um escrito do mineiro Guimarães Rosa, texto lido por mim em 1996... (vejam só como o pensamento foi longe!).
“Aletria e hermenêutica” é prefácio de Tutameia. Postando no blog este prefácio, que funciona autonomamente bem, cumprimos a prazenteira missão de trazer a prosa “humorada” para o Literatura-Vivência. Se verdade (como nos diz René Descartes, lá no seu Discurso do Método) que a palavra escrita nos propicia conversar com as melhores mentes que a Humanidade já produziu, então ouvir/ler Guimarães Rosa com suas gagues deve ser uma boa maneira de começar 2012.

Esta é para você, Rebel!


 Guimarães Rosa no traço de Baptistão



Aletria e hermenêutica


A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História. A estória, às vezes, quer-se um pouco parecida à anedota.
A anedota, pela etimologia e para a finalidade, requer fechado ineditismo. Uma anedota é como um fósforo: riscado, deflagrado, foi-se a serventia. As sirva talvez ainda a outro emprego a já usada, qual mão de indução ou por exemplo instrumento de análise, nos tratos da poesia e da transcendência. Nem será sem razão que a palavra “graça” guarde os sentido de gracejo, de dom sobrenatural, e de atrativo. No terreno do humour, imenso em confins vários, pressentem-se mui hábeis pontos e caminhos. E que, na prática de arte, comicidade e humorismo atuem como catalisadores ou sensibilizantes ao alegórico espiritual e ao não-prosaico, é verdade que se confere de modo grande. Risada e meia? Acerte-se nisso em Chaplin e em Cervantes. Não é o chiste rasa coisa ordinária: tanto seja porque escancha os planos da lógica, propondo-nos realidade superior e dimensões para mágicos novos sistemas de pensamento.
Não que dê toda anedota evidência de fácil prestar-se àquela ordem de desempenhos: donde, e como naturalmente elas se arranjam em categorias ou tipos certos, quem sabe conviria primeiro que a respeito se tentasse qualquer razoável classificação. E há que, numa separação mal debuxada, caberia desde logo série assaz sugestiva - demais que já de si o drolático responde ao mental e ao abstrato - a qual, a grosso, de cômodo e até que lhe venha nome apropriado, perdoe talvez chamar-se de: anedotas de abstração.
Serão essas – as com alguma coisa excepta – as de pronta valia no que aqui se quer tirar: seja, o leite que a vaca não prometeu.
Talvez porque mais direto colindem com o não-senso, a ele afins: e o não-senso, crê-se, reflete por um triz a coerência do mistério geral, que nos envolve e cria. A vida também é para ser lida. Não literalmente, mas em seu supra-senso. E a gente, por enquanto, só a lê por tortas linhas. Está-se a achar que se ri. Veja-se Platão, que nos dá o “Mito da Caverna”.
Siga-se, para ver, o conhecidíssimo figurante, que anda pela rua, empurrando sua carrocinha de pão, quando alguém lhe grita: “ – Manuel, corre a Niterói, tua mulher está feito louca, tua casa está pegando fogo!...” Larga o herói a carrocinha, corre, voa, vai, toma a barca, atravessa a Baía quase... e exclama : “ – Que diabo! eu não me chamo Manuel, não moro em Niterói, não sou casado e não tenho casa...”
Agora, ponha-se em frio exame a estorieta, sangrada de todo burlesco, e tem-se uma fórmula à Kafka, o esqueleto algébrico ou tema nuclear de um romance kafkaesco por ora não ainda escrito.
De análogo pathos, balizando posição-limite da irrealidade existencial ou de estática angústia – e denunciando ao mesmo tempo a goma-arábica da língua quotidiana ou círculo-de-giz-de-prender-peru – será aquela do cidadão que viajava de bonde, passageiro único, em dia de chuva, e como estivesse justo sentado debaixo de goteira, perguntou-lhe o condutor por que não trocava de lugar. Ao que, inerme, humano, inerte, ele respondeu: “ – Trocar... com quem?”
Menos ou mais o mesmo, em ethos negativo, verseja-se na copla:

“Esta si que es calle, calle;
calle de valor y miedo,
Quiero entrar y no me dejan,
quiero salir y no puedo.”

Movente importante símbolo, porém, exprimindo possivelmente – e de modo novo original – a busca de Deus (ou de algum Éden pré-prisco, ou da restituição de qualquer de nós à invulnerabilidade e plenitude primordiais) é o caso do garotinho, que, perdido, na multidão, na praça, em festa de quermesse, se aproxima de um polícia e, choramingando indaga: “ – Seo guarda, o sr. não viu um homem e uma mulher sem um meninozinho assim como eu?!”
Entretanto – e isso concerne com a concepção hegeliana do erro absoluto? – aguda solução foi a de que se valeu o inglês, desesperado já com as sucessivas falsas ligações que o telefone lhe perpetrava : “ – Telefonista, dê-me, por favor, um “número errado” errado...”
Sintetiza em si, porém, próprio geral, o mecanismo dos mitos – sua formulação sensificadora e concretizante, de malhas para captar o incogniscível – a maneira de um sujeito procurar explicar o que é o telégrafo-sem-fio: “ – Imagine um cachorro basset, tão comprido, que a cabeça está no Rio e aponta do rabo em Minas. Se se belisca a ponta do rabo, em Minas, a cabeça, no Rio, pega a latir...”
“ – E é isso o telégrafo-sem-fio?”
“ – Não. Isso é o telégrafo com fio. O sem-fio é a mesma coisa ... mas sem o corpo do cachorro.”

Já de menos invenção – valendo por “fallacia non causae pro causa” e a ilustrar o: “ab absurdo sequitur quolibet”, em aras da Escolástica – é a facécia do diálogo; “ – Em escavações, no meu país, encontraram fios de cobre: prova de que os primitivos habitantes conheciam já o telégrafo...”
“ – Pois, no meu, em escavações não se encontrou fio nenhum. Prova de que, lá, pré-historicamente, já se usava o telégrafo sem fio.”
E destoa o tópico, para o elementar, transposto em escala de ingênua hilariedade, chocarrice, neste:

“ – Joãozinho, dê um exemplo de substantivo concreto.”
“ – Minhas calças, Professora.”
“ – E de abstrato?”
“ – As suas, Professora.”

Por aqui, porém, vai-se chegar perto do nada residual, por sequência de operações substrativas, nesta outra, que é uma definição “por extração” – “O nada é uma faca sem lâmina, da qual se tirou o cabo...” (Só que, o que assim se põe, é o argumento de Bergson contra a idéia do “nada absoluto”: “... porque a idéia do objeto “não existindo” é necessariamente a idéia do objeto “existindo”, acrescida da representação de uma exclusão desse objeto pela realidade atual tomada em bloco.” Trocado em miudo: esse “nada” seria apenas um ex-nada, produzido por uma ex-faca.) Ou – agora o motivo lúdico – fornece-nos outro menino, com sua também desitiva definição do “nada”: “ – É um balão, sem pele...”
E com isso está-se de volta à poesia, colhendo imagens de eliminação parcial, como exemplo à mão, as estrelas, que no “Soir Religieux” de Verhaeren:

“Semblent les feux de grands cierges, tenus en main,
Dont on n’aperçoit pas monter la tige immense.”


Ou total, como nesta “adivinha”, que propunha uma menina do sertão “ – O que é, o que é: que é melhor do que Deus, pior do que o diabo, que a gente morta come, e se a gente viva comer morre?” Resposta: “ – É nada.”
Ou seriada, como na universal estória dos “Dez pretinhos” (“Seven Little indians” ou “Ten little Nigger boys”; “Dix petits négrillons”; “Zwölf kleine Neger”) ou na quadra de Apporelly, citada de memória:
 
  "As minhas ceroulas novas,
Ceroulas das mais modernas,
Não tem cós, não tem cadaços,
Não têm botões e não tem pernas”.

E é provocativo movimento de parafrasear tais versos:

Comprei uns óculos novos,
óculos dos mais excelentes;
não têm aros, não têm asas,
não têm grau e não têm lentes...


Dissuada-se-nos porém de aplicar – por exame de sentir, balanço ou divertimento – a paráfrase a mais íntimos assuntos:

Meu amor é bem sincero,
Amor dos mais convincentes:
............(etc).
 


Com o que, pode o pilheriático efeito passar a drástico desilusionante. Como no fato do espartano – nos Apophthégmata lakoniká de Plutarco - que depenou um rouxinol e, achando-lhe pouca carne, xingou: “ – Você é uma voz, e mais nada!”
Assim atribui-se a Voltaire – que, outra hora, diz ser a mesma amiúde “o romance do espírito” – a estrafalária seguinte definição de “Metafísica”: “É um cego, com olhos vendados, num quarto escuro, procurando um gato preto ... que não está lá.”
Seja quem seja, apenas o autor da blague não imaginou é que o cego em tão pretas condições pode não achar o gato, que pensa que busca, mas topar resultado mais importante – para lá da tacteada concentração. E vê-se que nessa risca é que devem adiantar os koan do Zen.
E houve mesmo a áqüica e eficaz receita que o médico deu a cliente neurótico: “R. / Uso int. / Aqua fontis, 30 c.c. / Illa repetita, 20 c.c. / Eadem stillata, 100 c.c. / Nihil aliunde, q.s.” (E eliminou-se de propósito nesta versão o “Hidrogeni protoxis”, que figura noutras variantes).
Tudo portanto, o que em compensação vale é que as coisas não são em si tão simples, se bem que ilusórias. “O erro não existe: pois que enganar-se seria pensar ou dizer o que não é, isto é: não pensar nada, não dizer nada” – proclama genial Protágoras; nisto, Platão é do contra, querendo que o erro seja coisa positiva; aqui, porém, sejamos amigos de Platão, mas ainda mais amigos da verdade; pela qual, aliás, diga-se, luta-se ainda e muito, no pensamento grego.
Pois o próprio Apporelly, em vésparas da nacional e política desordem, costumava hastear o refrão:

“Há qualquer coisa no ar
Além dos aviões da Panair...”

Ainda, por azo da triunfal chegada ao Rio do aviador Sarmento de Beiles em raid transatlântico, estampou ele no “A Manha”... uma foto normal da Guanabara, Pão de Açúcar, sob legenda: “O Argos, à entrada da barra, quando ainda não se o via...” Mas um capítulo sobre o entusiasmo, a fé, a expectação criadora, podia epigrafar-se com a braba piada.
Deixemos vir os pequenos em geral notáveis intérpretes, convocando-os do livro “Criança diz cada uma!” de Pedro Bloch:

O TÚNEL. O menino cisma e pergunta: “– Por que será que sempre constroem um morro em cima de túneis?”

O TERRENO. Diante de uma casa em demolição, o menino observa: “– Olha, pai! Estão fazendo um terreno!”

O VIADUTO. A guriazinha de quatro anos olhou, do alto do viaduto do Chá, o Vale, e exclamou empolgada: – “Mamãe! Olha! Que buraco lindo!”

A RISADA. A menina – estavam de visita a um protético – repentinamente entrou na sala, com uma dentadura articulada, que descobrira em alguma prateleira – “Titia! Titia! Encontrei uma risada!”

O VERDADEIRO GATO. O menino explicava ao pai a morte do bichinho: “ – O gato saiu do gato, pai, e só ficou o corpo do gato”.

Recresce que o processo à vezes se aplica, prática e rapidamente, a bem da simplificação. Entra uma dama em loja:

“– Tem o Sr. pano para remendos?”

“– E de que cor são os buracos, minha senhora?”
Ao passo que a nada, ao “nada privativo”, teve aquele outro, anti-poeta, de reduzir a girafa, que passava da marca : “ – Você está vendo esse bicho aí? Pois ele não existe!...” – como recurso para sutilizar o excesso de existência dela, sobre o comum, desimaginável. Dissesse tal: – Isto é o-que-é que mais e demais há, do que nem não há...
Ora, porém, a idêntica niilificação enfática recorre Rilke, trazendo, de forte maneira, do imaginário aoreal, um ser fabuloso, que preexcede – o Licorne:

“Oh, este é o animal que não existe...” Todavia desdeixante rasgo dialético foi o do que, ao reencontrar velho amigo, que pedia-lhe o segredo da aparente e invariada mocidade, respondeu: - “Mulheres...” – e após suspensão e pausa : “ – Evito-as...!”
Tudo tal a “hipótese de trabalho”na estória dos soldados famintos que ensinavam à velha avarenta fazer a “Sopa de Pedra”. Mistura tambem a gente interina clara de ovo ao açúcar a limpar-se no tacho; e junta folhas de mamoeiro e bosta de vaca à roupa alva sendo lavada.
Remite-se a mulher. Omita-se igual o homem. Ora. Que o homem é a sombra de um sonho, referia Pindaro, skias ónar ánthropos; e __ vinda de outras eras... - Augusto dos Anjos.
(...)

Mas reza pela erística o capiau que, tentando dar a outra idéia de uma eletrola, em fim de esforço, se desatolou com esta intocável equação: “– Você sabe o que é uma máquina de costura? Pois a vitrola é muito diferente...”

(...)

Nem é nada excepcionalmente maluco o gaio descobrimento do paciente que, com ternura, Manuel Bandeira nos diz em seu livro “Andorinha, Andorinha”:
“Quando o visitante do Hospício de Alienados atravessava uma sala, viu um louquinho de ouvido colado à parede, muito atento. Uma hora depois, passando na mesma sala, lá estava o homem na mesma posição. Acercou-se dele e perguntou : “Que é que você está ouvindo?”O louquinho virou-se e disse: “Encoste a cabeça e escute.” O outro colou o ouvido à parede, não ouviu nada: “Não estou ouvindo nada.”Então o louquinho explicou intrigado: “Está assim há cinco horas.”
Afinal de contas, a parede são vertiginosos átomos, soem ser. Houve já até, não sei onde ou nos Estados-Unidos, uma certa parede que irradiava, ou emitia por si ondas de sons, perturbando os rádio-ouvintes etc. O universo é cheio de silêncios bulhentos. O maluquinho podia tanto ser um cientista amador quanto um profeta aguardando se completasse séria revelação. Apenas, nós é que estamos acostumados com que as paredes é que tenham ouvidos, e não os maluquinhos.
Por onde, pelo comum, poder-se corrigir o ridículo ou o grotesco, até levá-los ao sublime: seja daí que seu entre-limite é tão tênue. E não será esse um caminho por onde o perfeitíssimo se alcança? Sempre que algo de importante e grande se faz, houve um silogismo inconcluso, ou, digamos, um pulo do cômico ao excelso.

Conflui, portanto, que:
Os dedos são anéis ausentes?
Há palavras assim: desintegração...
O ar é o que não se vê, fora e dentro das pessoas.
O mundo é Deus estando em toda a parte.
O mundo, para um ateu, é Deus não estando nunca em nenhuma parte.
Copo não basta: é preciso um cálice ou dedal com água para as grandes tempestades.
O 0 é um buraco não esburacado.
O que é - automaticamente?
O avestruz é uma girafa; só o que tem é que é um passarinho.
Haja a barriga sem o rei. (Isto é: o homem sem algum rei na barriga.)
Entre Abel e Caim, pulou-se um irmão começado por B.
Se o tolo admite, seja nem que um instante, que é nele mesmo que está o que não o deixa entender, já começou a melhorar em argúcia.
A peninha no rabo do gato não é apenas “para atrapalhar”.
Há uma rubra ou azul impossibilidae no roxo (e no não roxo)
O copo com água pela metade: está meio cheio ou meio vazio?
Saudade é o predomínio do que não está presente, diga-se, ausente.
Diz-se de um infinito – rendez-vous das paralelas todas.
O silêncio proposital dá a maior possibilidade de música.
Se viemos do nada, é claro que vamos para o tudo.

(...)

(ROSA, João Guimarães. Prefácio ao livro “Tutaméia”, In: Obras Completas - Ficção Completa. Vol. II. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1995. p. 519-526).

 

19 comentários:

  1. Pois sim, excelente postagem.

    Humor e boa literatura de mãos dadas!

    O guimarães Rosa era demais, não era?

    Olga

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  2. Este tal de Guimarães Rosa escreve muito bem! Era um grande contista!
    Aqui em Minas (BH) ela não é tão lido quanto devia.

    Obrigado por nos fornecer a oportunidade de ler este excelente texto de Tutaméia!

    Jadirlei

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  3. OLÁ TIO ROBERTO,
    AQUI É A SUELEN ALMEIDA.

    ACHEI O TEXTO MUITO GRANDE E NÃO ENTENDI DIREITO.
    ACHEI MUITA GRAÇA NO DESENHO ANIMADO.

    MINHA MAMÃE GOSTA QUANDO EU VEM NO SEU BLOG. ELA DIZ QUE ELE È EDUCATIVO.
    E MOSTREI PARA MINHAS AMIGAS DA ESCOLA, MAS ELAS SÓ GOSTARAM DE OUVIR AS MUSICAS.

    MINHA MAMÃE MARTHA MANDA UM ABRAÇO,

    SUELEM ALMEIDA

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  4. Edson Marques Abreu6 de janeiro de 2012 09:28

    É feliz a iniciativa de lembrar de Campos - RJ e Minhas Gerais na data que as duas sofrem com as chuvas sazonais!

    Rosa e Rebel são bons pretextos!
    Parabéns pelo inteligente Blog

    Edson

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  5. José Felipe Siqueira Monteiro6 de janeiro de 2012 10:01

    Pô Alemão:
    Até na hora de contar piadas você arranja um jeito de ser erudito!

    Eu e Yara noutro dia estávamos rindo aqui em casa imaginando como você deve ser culto na cama. Deve ser um festival de Shakespeare, Platão!... e aquele tal de Raider que vc tanto fala.

    E ainda, por cima, deve gritar bravo em vez de gol! Heheheheh

    Grande Roberto! Brincadeiras à parte, você sabe o quanto eu e esposa admiramos sua intelectualidade, respeitamos sua amizade e queremos bem a sua pessoa!

    Um 2012 com muitos sucessos,
    José Felipe e Yara

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  6. Kahlmeyer,

    o texto do Rosa é hilariante!

    Att
    Antônio Marques

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  7. Concordo que seja um texto de humor e que revela a face piadista do Rosa. Contudo, reside nele uma profunda poesia!

    Publique algo do Sandro Rebel, agora.

    Abraços,
    Rocco

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  8. É um privilégio ler seu blog a cada nova postagem, Roberto.

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  9. Sandro Pereira Rebel6 de janeiro de 2012 21:31

    Prezado Roberto, Diante da última postagem do seu blog, cumpre-me de imediato externar-lhe meus agradecimentos tanto por haver informado aos seus leitores, no apresentá-la, que eu existo não só como personagem ou “figura fictícia” de uso seu (o que muito já me honraria), mas também como o “escritor Rebel”, quanto, sobretudo, por haver me dedicado o excelente texto de Guimarães Rosa ali transcrito, que consegue, a um só tempo, misturar humor com filosofia e outras digressões do saber humano. Mas, nem apenas por isso e por aquilo lhe sou grato. Igualmente o sou por haver dito. naquela mesma oportunidade, que eu exerço. sobre você e seu blog, “um efeito de voz da consciência” , e que um aconselhamento meu lhe soa como “sentenças solenes de um bonzo tibetano” Que responsabilidades, caro amigo! Além de responder pela minha própria consciência, vou ter, doravante, de responder também pela sua? E, mais, vou ter de posar de sábio e assumir ares e postura de um sacerdote budista? Desse jeito, a sua generosidade para comigo, que tanto alimenta o meu ego, vai acabar me sufocando. De qualquer forma, ainda que correndo esse risco, é claro que lhe sou mesmo imensamente agradecido pelo carinho, pelo respeito e pela admiração com que tem me distinguido, a mim e ao meu trabalho.No mais, e de novo felicitando-o, a exemplo de como já o fiz várias vezes pessoalmente, pelo belos serviços que você vem prestando à cultura fluminense, só me resta repetir aqui – a propósito, ainda, daquela última postagem do seu blog – o que ali disse o José Felipe Siqueira: “Pô, Alemão. Até na hora de contar piada você arranja um jeito de ser erudito.” Um abraço muito amigo do Sandro

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  10. João Guimarães Rosa: "Pheroz de um braço só!"

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  11. Quem é que, no lugar de Sandro Rebel, não se sentiria lisonjeado!

    Parabéns "escritor Sandro Rebel" pela homenagem e Kahlmeyer pela postagem de nível!!!

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  12. Depois desta postagem ficamos curiosos em conhecer o trabalho do Rebel. Publique algo de seu amigo.

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  13. Prezado Murilo,

    Temos planos de publicar, em breve, alguns contos do Sandro Rebel. Para o momento, você pode conferir nossas postagens passadas sobre o autor:

    http://literaturavivencia.blogspot.com/2011/05/sandro-rebel-poeta-anticonvencional-e.html

    http://literaturavivencia.blogspot.com/2011/08/deve-haver-cancoes-melhores-de-se.html

    Cordialmente,
    Roberto Kahlmeyer

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  14. Eleonora Machado Lopes7 de janeiro de 2012 15:07

    Roberto Kahlmeyer-Mertens, por tudo que vi té aqui, posso assegurar que seu site é ótimo!

    Eleonora

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  15. Fico naturalmente orgulhosa das coisas boas e bonitas que dizem dele.
    Passar de advogado a escritor, nem sempre agrada mas devemos tirar-lhe o chapéu. Continue, Sandro, com seu ideal, cujo resultado é tão bem recebido,e até elogiado.

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  16. Oi, Roberto
    O que eu achei mais bonito foi a maneira como você começou o texto do blog: destacou que o escritor Sandro Rebel exerce sobre você um efeito de voz da consciência.
    Abraços,
    Sandra Rebel

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  17. Margareth Desmarais17 de janeiro de 2012 16:30

    Belo e instigante texto do nosso querido Guimarães Rosa! Depois de conhecer pessoalmente o Sandro Rebel, entendi o conselho dado. Ele é a conjugação perfeita da sobriedade e do bom humor refinado! Na ocasião, falou dos livros escritos por ele... fiquei curiosa!

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  18. Seria interessante compartilhar desses “brainstormings”...

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